domingo, 24 de março de 2013

O que faz de alguém um ser especial?



Quando a gente conhece uma pessoa, mas não qualquer pessoa... Uma pessoa que antes de você saber, de uma maneira muito significativa já fazia parte da sua vida. Quando tudo o que essa pessoa poderia te ensinar, guiar, mostrar as melhores conversas sobre um passado em que eu nem existia ela fez da melhor maneira possível. Quando a voz, a meiguice, e tudo relacionado àquela pessoa te mudam completamente, simplesmente porque é a essência DELA que te ensinou tanta coisa...

E quando essa pessoa vai embora? Não em uma viagem, não algo temporário... Mas quando essa pessoa vai embora para sempre porque Deus resolveu concluir sua etapa de vida junto conosco?

Dói, dói demais!!! É uma dor capaz de partir o coração em vários pedacinhos, mas em cada pedacinho dele existe algo especial que o faz juntar-se aos outros pedacinhos novamente. Porque nesse coração ficou aquela essência necessária para nos fazer entender que a vida continua, não da mesma forma, mas cheia daqueles antigos ensinamentos que agora fazem todo sentido!!!

A saudade parece não ter fim! E de repente tudo ao seu redor lembra aquela pessoa, tão especial, tão cheia de Deus, tão cheia de amor, de compaixão, que me faz parar para pensar no amor e na compaixão que eu tinha, e hoje, muitas vezes, não tenho mais.

Meu Deus, que saudade da vovó Jane!!! Que saudade de sentir o toque suave das suas mãos, e ouvir a voz mais meiga do mundo, com palavras tão sábias e tão cheias de Ti, Deus!

Mais de 1 ano sem sentir aquele toque, sem ouvir aquela voz, sem ouvir seu risinho tão baixinho... Sem sentir o amor e a compaixão existentes no seu olhar...

O que faz de uma pessoa um ser especial? Difícil explicar, mas vovó Jane foi, sem dúvida, esse ser tão especial!

Karol Guedes.

domingo, 22 de julho de 2012

Metalinguagem de um círculo vicioso


Não há o real e total controle e domínio de atitudes, pensamentos e/ou sentimentos. Seria o mesmo que controlar a percepção de sentido. Sabe aqueles livros de auto-ajuda te ensinando os 5, 7, 10 passos para viver uma vida feliz, conquistar o impossível, transformar um casamento? Quando estiver com frio, faça um favorzinho: queime essas belezinhas e faça uma fogueirinha.

Pode-se pensar “mas que ceticismo, que pessimismo!” Bom, que seja...

Para mim, equilíbrio é um dom, é um presente, um presente divino, não um talento ou atributo advindo de 10 passos aprendidos por um livro. Essas lacunas existentes no ser humano... Esse ser humano que não se cansa de buscar soluções fáceis... Esse ser humano que acredita encontrar essas soluções em um bilhete deixado em sua caixa do correio... Esse ISSO é o problema de filosofar muito e agir pouco. E sabe qual é o problema desse agir? O conceito de atitude.

Ou seja,

é sempre um círculo vicioso: pensa, sente, sente, pensa, critica o pensamento, organiza a ideia, coloca em um papel, sente, pensa, pensa, sente, sente, critica o sentimento, controla o controle, e faz uma aliança eterna.

Agir é isso? É pensar e sentir assim? É esse texto aqui?

Eu hein...


Karol Guedes

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sonhando Simplicidade (2)


Silêncio!
Separe seus sentidos.
Sentir suave, suspiros significativos.
Soa sininho sossegado, sonhando sentir sombreiro satisfatório.
Sua substância semeou sagaz superação, sublime sonho salvador.
Salve salve, sambista sabido, subentende sagrado som...
Sussurra silêncio? Sim! Saltitante silêncio, subalterno silêncio.
Silêncio safado. Sempre solidando seres.
Silêncio, sozinho sentenciarei sua sonhada sapiência.
Suspiros...

Karol Guedes

sábado, 27 de agosto de 2011

Um pouco de tudo entre aspas, com vírgulas e muitos espaços.

O que faz das pessoas um ser inteligente?

Uma coisa eu digo: não gostaria de obter todas as respostas, elas seriam tão erradas sobre 'um infinito'...

O aqui e agora já é tão subjetivo e remetem-se a vivências, maneiras, símbolos, imagens, artes tão diversas... Para quê estragar toda essa subjetividade com a busca desesperada de respostas?
Paradoxo? Sim. O desejo pela escrita descritiva, pela literatura lírica... é a prova de uma busca. Uma busca pela percepção, pelos detalhes, pela maravilha do inefável, a complexidade da essência humana, que, paulatina, empírica e realmente, é entrelaçada com a complexidade da essência divina.
Em outras palavras, inteligência que se entrelaça com a sabedoria.

A vida é feita de relacionamentos. (Essa frase sempre será um clichê mais do que verdadeiro)
Ao compartilhar espaço, compartilha-se respiração, toque, cultura, percepção, senso, convenção social, advindos de uma enorme linhagem: família, educação, crença, amigos, conhecidos, outros lugares, e com eles, produções, reproduções, ações e reações; e, o que, inicialmente, parecia apenas um indivíduo passou a ser um mundo. Um mundo específico e sobremaneira abrangente.
O compartilhar e o conviver é o local de interação que abarca uma infinidade de mistérios e segredos. Para mim, aí reside a sabedoria... Em que a visão aberta acerca de uma simples noção de infinitas subjetividades [mente(s) humana(s)] é principal base para o começo crítico da convivência.

O que faz das pessoas um ser inteligente?

Uma coisa eu digo: não gostaria de obter todas as respostas, elas seriam tão erradas sobre 'um infinito'...

Karol Guedes.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Trocadilhando teagem


Tanto tempo
tintando tela,
travando teorias,
tabelando tédio
toma-se tombos,
tornam-se tufões,
teatrando trêmula tulipa
titubeava trocar teia:
trabalhando, testando, tinindo...
tudo tinha toque tênue
teu tanto tempo tropeçou
travou...
transpareceu...
tocou...
tornou turbilhão-tulipas.

Karol Guedes


sábado, 2 de abril de 2011

Rabiscos opacos


O desejo do não-achado
que cortara o fio
em padrão rabiscado
pintou tinta o opaco
ultrapassou o papel
arrancou o pesado
o que restou foi a mancha
da tinta
da arte
do padrão
do fio
do corte
rabiscado

Karol Guedes.

segunda-feira, 14 de março de 2011

E quanto às intermináveis dúvidas in(conscientemente) reveladoras de nós mesmos em in(sensatez)?



E quanto à falta de amor?
E quanto ao medo?
E quando o medo do medo torna-se maior do que o último?
E quanto às intermináveis dúvidas in(conscientemente) reveladoras de nós mesmos em in(sensatez)?
Diga-me: Quão longa é a noite?
Quão longa é a sua noite?
E quanto ao tempo?
E quando o tempo é dominado(r)?

"Quanto mais se procurava aproximar-se do problema, maior se tornava a noite..." - A filosofia na época trágica dos gregos.

Há dias desejava pôr em sistema prático o que controlara as interrogativas acima...
Poupei.
Mais uma vez, o tempo era o dominador, porém, controlado (paradoxalmente).

Quando acreditamos em algo com toda nossa força, queremos ir até o fim. (Primeiro exemplo em mente: o amor!)

Voltando acima... E quando há falta de amor?

É seguro e revoltante quando percebemos essa falta no próximo.
Mas, pense: E quando há falta de amor da nossa parte?
A primeira menção de pensamento é acerca do enfraquecimento daquilo em que acreditamos.
Entretanto, a segunda menção (melhor refletida) é acerca do seu fortalecimento!
Constatamos que, de fato, o amor é tão palpável que podemos percebê-lo empírica e detalhadamente. Fortalece pelo fato de ser real, não utópico. Verdadeiro, não artificial. Empírico, não suposto.

O medo do medo traz à tona a capacidade de almejarmos o bom procedimento daquilo em que acreditamos. O tempo é o sujeito sem culpas, sem pressa, vai na valsa... Nele há momentos para tudo (inclusive nada).
O tempo é sem dono, mas possivelmente controlado, quando atribuimos a algo o valor primordial cujo tempo é sutilmente desenhado e desvendado.
Cuidado! Não deixe o tempo te controlar! Controle na mesma medida: vai na valsa...

As intermináveis dúvidas in(conscientemente) reveladoras de nós mesmos em in(sensatez) são as principais chances de te guiarem para a razão que a irracionalidade desconhece, pois, como já dizia o sábio Salomão "Tudo é vaidade!"
Sabe-se o certo, mas tudo é vaidade!
Deseja-se o certo, mas tudo é vaidade!
A luta constante que o sábio Paulo (na carta aos Romanos) já descrevia!

Você decide.

Karol Guedes

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

a-mi-za-de


O valor da companhia: o valor da amizade...
é querer permanecer um bom tempo junto sem querer fazer nada
é sentir um impulso para fazer uma ligação e passar 50 minutos conversando sobre tudo, mais um pouco, e nada
É amizade.
é prestar um enorme favor à medida que se nega a fazer algo para si
perde-se ali, ganha-se aqui.
é preocupação, é cuidado, é discussão, é conselho, é riso... muito riso... é choro...
é muito
é bastante
é pouco tempo, ou muito
É amizade.
é confiança, é bem-estar, é compartilhar...
é dividir um pequeníssimo guarda-chuva debaixo de uma chuva forte...
é molhar-se por completo na chuva: perde-se a calça, mas não se perde o riso!
é revoltar-se pelo querer bem...
É...
amizade.

"I'll be there for you... tan nan nan nan nana..."

Karol Guedes.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Alma. A vida não pára. Calma. A vida é tão rara!

"Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara..."

Isso me fez pairar um pouco... exatamente: pairar!
Através dessa pequena e imensa estrofe da música "Paciência" de Lenine, juntamente com uma boa dimensão do significado da palavrinha supracitada, buscarei dedilhar admiração por um indimensionável significado que outrora existira em ambas: confiança.

Minha vontade de ir fundo nessa música tornou-se um desafio, pelo fato de que ela é intrigante, profunda! É curioso brincar com o jogo de palavras, sentidos e significados que é provocado pela música, sempre! (e, quando falo "sempre", falo de música, não de barulho ou ruído ou balela melódica.)


Percebi que em "Paciência", Lenine tratou sobre o tempo.
Os primeiros versículos do capítulo 3 de Eclesiastes na Bíblia me sugerem a reflexão das fases da vida. De fato, há tempo certo para cada coisa.


Se não me engano, o músico tratou, também, sobre cura.
Basta pensar em sintomas de algumas doenças, para lembrarmos do efeito que a palavra "cura" pode manifestar em nós! (sintomas que o compositor citou como "mal" na 3ª estrofe da música.)

A cada instante musical dessa composição, os temas "tempo" e "fases da vida" são trazidos à tona para o ouvinte/leitor.

Como há tempo certo para cada coisa, prefiro ditar o momento deste texto como inviável para prontas definições. Por outro lado, momento amplamente desejável de construção subjetiva:

Como conseguiria uma águia sustentar-se suavemente no ar, com as asas abertas, se não fora a confiança inconscientemente biológica atuando no momento?
A águia paira, porque tem em suas asas o equilíbrio no movimento: parte interior levantada, parte exterior baixada e as pontas curvadas para cima.

Tento imaginar a sensação de pairar, literalmente, como a águia: me faltariam palavras para descrever a paz.

Há momentos (para não dizer 'nas fases da vida', repetidamente) em que precisamos de calma, paciência, cura: confiança no Autor de tudo isso! (com palavras devidamente grifadas, pois a confiança em si pode ser o motor do desequilíbrio.)
Você confiaria em alguém com quem não possui nenhum tipo de intimidade, nenhum tipo de afinidade?
Então, por que não confiar na pessoa que mais te conhece? Ele conhece mais a fundo do que você mesmo, pode acreditar: Ele te formou!

A calma, a paz, a cura, o conforto de alma, só Deus pode dar.

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." [João 14:27]

Sabe, agora eu entendo porque Lenine insistentemente dizia: A vida é tão rara!
A vida, para ele, mereceria mais do que letras em caps locks, negrito e sublinhado.

Karol Guedes.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

cardiograma

Segurei-te com tanta força
na vontade de direcionar-te
os batimentos,
teu pulsar questionava e respondia
mistérios da alma.
tu, porém, enganoso atuara.
companheiro e distante
perto e corrupto
toca tufão,
teatro tanto,
és
tu, tu
toque
tu, tu
toque
tu, tu
toque


Karol Guedes

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Calem a boca, nordestinos!

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra... outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...

Ah! Nordestinos...

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!


Por José Barbosa Junior.

Fonte: www.crerepensar.com.br


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Oxigenar, pensar, movimentar, enfim, agir!


Os conceitos superficiais do amor em relacionamentos permeiam nossa rotina, invadem nossa consciência e deixam-nos cabisbaixos, pois a ilusão de viver aquela idealização do romantismo, junto ao exacerbado sentimento de paixão, transmite a nós uma incapacidade na completude prática desse 'amor'. Essa ilusão em algum momento será revelada e posta em nós de forma, muitas vezes, árdua.
A idealização do romantismo é marcada pela exagerada descrição minuciosa de características imaginárias, ideais.

Fala sério! Isso nada mais é do que prospectiva de sofrimento!

Entretanto, há algo que nos conforta, nos alimenta a alma, invade e mergulha no coração da maneira mais bela e perfeita: O Amor de Deus!
O Amor de Deus, bom... não me esforçarei na tentativa de quaisquer explicações, visto que não as há!

Diante de tanta arte capaz de expressar um deleite provocado pela presença incomparável do Amor do Pai, as palavras me deixam estagnada na escrita, contudo, perplexa, oxigenada e, consequentemente, na inércia do movimento!
O amor vai além de conceitos e palavras superficiais. A partir do momento em que pararmos as tentativas de explicações e definições, e nos determos à experiência concreta nos relacionamentos, o amor, de fato, pousará em nós!

Pare! Respire fundo! Se faça pensamento! Se faça amor! Se faça ação!

Que cada detalhe de ternura movida pelos atos de compaixão, auxílio ao próximo, enfim, da auto-transcendência, sejam parte de nossa essência!


Karol Guedes



terça-feira, 26 de outubro de 2010

ProspecTiva DitatorIaL se escreve assiM? Faltou um A maiúsculo (depois do M).

ProspecTiva DitatorIaL se escreve assiM? Faltou um A maiúsculo (depois do M).

Parece...ou pelo menos dá pinta que pode começar assim. Talvez, uma sigla, para fácil identificação, poderia ser PNDH. Mas, isto coincide com as letras iniciais que abreviam o projeto governamental apelidado de "Programa Nacional de Direitos Humanos" (versão 3.0 Turbo Full PT - PCB e Cia de Esquerda), que respira a nostalgia oriunda do revés da "'comunistalização' tupiniquim" lá das décadas de 50, 60...e por aí (parece que) vai...

Mas, nós, o Brasil, temos bons exemplos que nos servem de inspiração: a Venezuela está bem ali, pertinho, ali em cima, "companheirada" que pode entrar pela porta, pois tem "Chavez"; a Bolívia está logo aqui do lado, sabe aquele tipo de vizinho que tem tanta "Morales" que fecha a porta da nossa geladeira com o pé... E Cuba? Ah, Cuba é um país geograficamente um pouco mais distante do que nossos irmãos "companheiros-camaradas", (a)parece um tanto longínquo, mas consta tão perto quanto vizinho, andam até chamando-o de amigo "Fidel", este sim, ditador mui admirado pelo "POLVO". Será??? Não! Não é o "polvo" que o admira, nem o seu, nem os outros, nem os cubanos dos paredões, fuzilamentos, torturas, misérias e censuras, o "POLVO", admirador nada secreto, é mais conhecido pelo seu "irmão" mais comum, de quatro letrinhas, "alguns" dedinhos e que lembra nome de presidente. Presidente que ama se relacionar com pessoas como Mahmoud Ahmadinejad (presidente, ou melhor, ditador do Irã), Kim Jong-Il (ditador da Coréia do Norte, considerado o regime mais fechado do mundo), o ditador líbio Muammar Gaddafi, e outros "colegas diplomáticos" até aqui não citados.

Além dessa admiração por líderes déspotas, a prospectiva ditatorial do petismo se deflagra sob as propostas do PNDH-3. Ele tem carinha de bebê, mas uma alma comunista-soviética-venezuelana que é uma beleza, berra uma nada rasa reformulação da suada democracia conquistada, e já nasce falando de censura, de ataques à liberdade: liberdade de pensamento, de expressão, de religião...da impossibilidade de recorrer à justiça para o direito de reintegração da posse de uma propriedade rural ou urbana que for invadida, fala em repressões das mais diversas, uma delas é no mínimo descarada, pois, propõe formas de tributos sobre patrimônio pessoal acumulado, inibindo operações de investimentos, como se não bastassem as taxas de impostos exorbitantes que asfixiam e subtraem o trabalhador durante toda a vida, e sobre todas as suas operações financeiras.

É como disse Ives Gandra*, um dos mais conceituados juristas internacionais: "[O PNDH-3] é um decreto preparatório para um regime ditatorial."

Além disso, esse programa defende a profissionalização da prostituição. Não se deveria estar defendendo a dignidade do ser humano oferecendo-lhe oportunidades para uma mudança de vida, dando-lhe uma profissão que respeite seu corpo, seu valor, sua saúde e sua família? Ah, por falar em família, este plano também visa descriminalizar o aborto, visando malograr os frutos dos ventres maternos que andavam ameaçados por palmadas, mas que agora estão prestes a serem "salvos" delas por um envenenamento salino, ou por uma sucção dilaceradora, em nome da "questão de saúde pública". Ainda sobre família, este decreto também trata de desconstruir a instituição das instituições ao impor a diversidade sexual, reprimindo toda e qualquer manifestação contrária à homossexualidade, a ponto de declarar união estável a duas pessoas que se "amem", não importando os gêneros, e daqui a pouco as idades...uma vez que o "amor" justifica e estabiliza toda afeição, dá direitos...direitos? Sim, o direito de combater a heteronormatividade, ao exercer influência direta na educação dos filhos, através da escola, para o apreço às experiências LGBTs. E já que o intuito é impor ideias sobre sexualidade na escola, inclusive adotar livros com conteúdo explícito (muitas vezes com uma linguagem pornográfica) para educação infantil, despertando interesses sexuais precoces nas nossas crianças, o programa PNDH-3 já prevê instalações de máquinas de camisinhas nas escolas, provendo assim não apenas os "recursos" didáticos para as práticas sexuais, mas também para a consumação das experiências explicadas na sala durante as aulas de "educação sexual".

Essas são apenas algumas das 521 propostas de reformulação constitucional anti-democrática, anti-cristã, contra a família e contra a vida, que o programa, assinado por Lula, deseja realizar nos próximos anos caso o poder continue do lado esquerdo deste país.

Não vote na descristianização da nossa pátria. Oremos e lutemos por ela, "porque feliz a nação cujo Deus é o Senhor". (Sl 33: 12a)

Não estou defendendo pessoas, não defendo políticos ou partidos, mas diante desta realidade, sinto que eu não poderia deixar de dizer em quem não poderia jamais votar. E, neste caso, não digo "quem tem ouvidos, ouça", mas quem tem "olhos", decida.

Paz a todos!


* Caso queiram conferir, seguem abaixo alguns vídeos com considerações do jurista Ives Gandra sobre o PNDH-3, e um vídeo com uma reflexão sobre as questões aqui discutidas:

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma breve reflexão acerca da nova teoria da alma humana, de Machado de Assis para Jacobina, para mim e para você, em "O Espelho".

Quando li, pela primeira vez, o conto "O Espelho", de Machado de Assis, o primeiro pensamento que foi ativado à minha mente foi "esse caba só pode ter comido banana com maconha estragada!" Entretanto, minha leitura rápida, cansada, apenas com decodificação superficial, preocupada com os elementos linguísticos e teóricos da gramática e literatura, não me permitiu abundar em reflexões acerca da "nova teoria da alma humana" da qual Machado de Assis tratou com a criação do protagonista Jacobina.


Na narrativa, Jacobina, conversando com os "quatro ou cinco cavalheiros", trata da sua teoria, ao afirmar que o ser humano não possui apenas uma, mas duas almas: uma que olha de dentro para fora, e outra que olha de fora para dentro. Mas calma, não se assuste também... Vou explicar: A primeira é a alma interior, conhecemos a existência dessa! A segunda é que complica, é a alma exterior; o personagem do conto explica:


"A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira.”


Para mostrar o tanto que essa teoria é verdadeira, citarei exemplos de acontecimentos em que percebemos a força que essa teoria tem em nosso dia-a-dia:


Quando se está apressadíssima se arrumando para um evento, e, indo-se para o carro, já pronta, algum móvel da casa por onde a pessoa passa correndo, prende o botão da roupa, fazendo-o cair... A vontade que dá é de quebrar, primeiramente, o móvel que estava ali, e em seguida, a pessoa que estava no carro buzinando desesperadamente! A partir daí, a noite já não se mostra tão boa! Pois era naquela roupa em que se tinha posto tanta expectativa ao comprá-la um dia antes do evento, pré-estabelecendo seu uso para o evento. E foi exatamente daquele botão caído, em específico, que foi retirado o ânimo para a noite.


Quando se está cabisbaixo, preocupado com tantos afazeres, porém inerte, e recebendo o convite de algum amigo para ir ao melhor restaurante da cidade, comer do prato preferido, a pessoa dá-se por satisfeito; aquele prato de camarão trouxe mais significado, naquele momento, do que os problemas da vida!


Nessas e em tantas outras situações, aparentemente cômicas, percebemos a materialização que essa alma exterior, afirmada no conto, é comum e forte! Uma especificidade minúscula de contrariedade às próprias expectativas e vontades é capaz de tornar frustrado um momento (demorado ou não). Ou ainda, uma especificidade minúscula de natureza prazerosa é capaz de inverter para boa a situação que se mostrava em péssimo contexto de conforto. A alma exterior, como é tratada no conto, modifica a alma interior.


Portanto, o ser humano é cheio de inconstâncias! Todavia, sabemos que existem duas vertentes para essa teoria: é bom sermos aquela metamorfose ambulante, e, de fato, somos! Até porque não somos robôs... Mas, a outra vertente é a oscilação exagerada de humor por momentos, através de expectativas exageradas!


Enfim, tiro o chapéu para Machado de Assis, por ser capaz de trazer à tona tantas reflexões acerca de um milésimo de existência da alma humana, visto que o maior Autor/Artista é Aquele capaz de sondar e entender, melhor que nós mesmos, nossos anseios, vontades, erros, acertos, detalhes, sendo capaz, ainda, de nos amar e querer o melhor para nós, independente de tudo isso! ;)


Karol Guedes


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Proponho-te, então...


"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida." (Clarice Lispector)

Ela canta, encanta, traz para si a liberdade ao soprar para o externo aquilo que compõe a mente, alma, corpo, espírito.

Vivifica as relações humanas, aproxima os fisicamente distantes, usa de meios distintos e eficazes para isso: palavras, vozes, gestos, sons, símbolos, sinais...

Não podia deixar de ser trazida à existência por Aquele que É.

A linguagem!

Há linguagem, portanto, em cada detalhe das coisas que significam, e o que não significa?

A percepção é parte intrínseca a nós. Para tudo existe a correspondência de sentido ao alcance de um vocábulo em outro.

“Haja luz!” e o sentido trouxe existência ao visível.

“Não temas!” e o sentido trouxe existência ao alívio.

“Eu te amo!” e o amor já trouxera sentido ao afeto.

Comunicação, interação, expressão, desabafo, alívio...

De diferentes formas, com reais efeitos, sem delongas, ou com elas...

Expressar-se!


Karol Guedes

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

No ritmo da dança...


Sem nossas leituras polissêmicas, seríamos superfícies, apenas.
Gosto de gente literária
Mesmo não tendo a dimensão da literariedade em sua totalidade.
Daí, está o prazer pela busca, pelo achado, pelo não-achado.
Imprevisibilidade em equilíbrio traz a formação lenta e sensível de um sorriso agradável no canto da boca...


:)

Karol Guedes

domingo, 29 de agosto de 2010

Pouco a pouco: meu fim, teu começo...


Perto, porém partido,

perguntara para passar-se

por pedra

parando

pensamentos...


p a u l a t i n a m e n t e ...


Queria

Refletir raras razões reais

restou

Suspirar suave sapiência...


Tornou

Sozinho

Ratificando

Pedra.



Karol Guedes


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sejamos como crianças!


Certa manhã, o pai vai ao quarto de seu filho e, carinhosamente, chama:
- Filho, que tal darmos uma volta de bicicleta pelo bairro?
O menino, com olhos ainda sonolentos, marca de saliva pelo canto esquerdo da boca, cabelo todo assanhado, e pijama amassado, empolgadamente, responde:
- Obaaa! Obaaa, pai!!!
O pai afirma:
- Mas não precisa se arrumar não, tá, filho!? Venha do jeito que você está!
E o filho, aliviado:
- Obaaaa, ta certo, pai! Estou pronto, então!

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É tão simples e explicativo esse pequeno acontecimento...
Pois é assim que deve ser!
É assim que devemos agir diante de um chamado do nosso Pai!
Ele nos chama como estamos!
Não precisa se arrumar!
Não precisar tentar melhorar antes!
Não precisar se lavar antes...
é do jeito que estamos!
É pra ir como você está, sem demorar, sem fazer hora, sem condicionar...sem temer!

"Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele."
[Lucas 18:17]

Quando aquele filho cresceu e começou a entrar na adolescência, mudanças foram acontecendo... Quando seu pai ia até seu quarto aos sábados pela manhã chamar para o passeio de bicicleta, o filho demorava, queria melhorar sua aparência, ia tomar banho, vestir uma roupa legal, colocar gel no cabelo...

Devemos ser como crianças!
Não se preocupar com a aparência... se envolver apenas com o passeio, desfrutando de cada detalhe dele com o Pai!
Com Ele, não tem como o passeio não ser bom!


Karol Guedes


[Baseado em uma palestra de Breno Brilhante - Campina Grande - PB]

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Éden...


Era fim de tarde...
Aquele sol ameno iluminava minha sensibilidade para relembrar aquele momento único de todos os dias...
Quando Ele vinha ao nosso encontro e conversava conosco, nos deixava sentir Seu amor...
Ah, que saudade!
Que saudade da pureza...
Que saudade de viver um dia de cada vez...
Que saudade da paz que protagonizava o ambiente daquele jardim...

Karol Guedes

[Jardim da Inocência - Paulo César Baruk]

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Meu frio, Teu calor


O meu frio que me faz querer teu calor
aquecendo meu coração
é bem melhor que meu calor
que gela minha alma,
e espera o frio para
novamente...
Querer teu calor...

aquecendo meu coração!

Karol Guedes