domingo, 22 de julho de 2012

Metalinguagem de um círculo vicioso


Não há o real e total controle e domínio de atitudes, pensamentos e/ou sentimentos. Seria o mesmo que controlar a percepção de sentido. Sabe aqueles livros de auto-ajuda te ensinando os 5, 7, 10 passos para viver uma vida feliz, conquistar o impossível, transformar um casamento? Quando estiver com frio, faça um favorzinho: queime essas belezinhas e faça uma fogueirinha.

Pode-se pensar “mas que ceticismo, que pessimismo!” Bom, que seja...

Para mim, equilíbrio é um dom, é um presente, um presente divino, não um talento ou atributo advindo de 10 passos aprendidos por um livro. Essas lacunas existentes no ser humano... Esse ser humano que não se cansa de buscar soluções fáceis... Esse ser humano que acredita encontrar essas soluções em um bilhete deixado em sua caixa do correio... Esse ISSO é o problema de filosofar muito e agir pouco. E sabe qual é o problema desse agir? O conceito de atitude.

Ou seja,

é sempre um círculo vicioso: pensa, sente, sente, pensa, critica o pensamento, organiza a ideia, coloca em um papel, sente, pensa, pensa, sente, sente, critica o sentimento, controla o controle, e faz uma aliança eterna.

Agir é isso? É pensar e sentir assim? É esse texto aqui?

Eu hein...


Karol Guedes

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sonhando Simplicidade (2)


Silêncio!
Separe seus sentidos.
Sentir suave, suspiros significativos.
Soa sininho sossegado, sonhando sentir sombreiro satisfatório.
Sua substância semeou sagaz superação, sublime sonho salvador.
Salve salve, sambista sabido, subentende sagrado som...
Sussurra silêncio? Sim! Saltitante silêncio, subalterno silêncio.
Silêncio safado. Sempre solidando seres.
Silêncio, sozinho sentenciarei sua sonhada sapiência.
Suspiros...

Karol Guedes

sábado, 27 de agosto de 2011

Um pouco de tudo entre aspas, com vírgulas e muitos espaços.

O que faz das pessoas um ser inteligente?

Uma coisa eu digo: não gostaria de obter todas as respostas, elas seriam tão erradas sobre 'um infinito'...

O aqui e agora já é tão subjetivo e remetem-se a vivências, maneiras, símbolos, imagens, artes tão diversas... Para quê estragar toda essa subjetividade com a busca desesperada de respostas?
Paradoxo? Sim. O desejo pela escrita descritiva, pela literatura lírica... é a prova de uma busca. Uma busca pela percepção, pelos detalhes, pela maravilha do inefável, a complexidade da essência humana, que, paulatina, empírica e realmente, é entrelaçada com a complexidade da essência divina.
Em outras palavras, inteligência que se entrelaça com a sabedoria.

A vida é feita de relacionamentos. (Essa frase sempre será um clichê mais do que verdadeiro)
Ao compartilhar espaço, compartilha-se respiração, toque, cultura, percepção, senso, convenção social, advindos de uma enorme linhagem: família, educação, crença, amigos, conhecidos, outros lugares, e com eles, produções, reproduções, ações e reações; e, o que, inicialmente, parecia apenas um indivíduo passou a ser um mundo. Um mundo específico e sobremaneira abrangente.
O compartilhar e o conviver é o local de interação que abarca uma infinidade de mistérios e segredos. Para mim, aí reside a sabedoria... Em que a visão aberta acerca de uma simples noção de infinitas subjetividades [mente(s) humana(s)] é principal base para o começo crítico da convivência.

O que faz das pessoas um ser inteligente?

Uma coisa eu digo: não gostaria de obter todas as respostas, elas seriam tão erradas sobre 'um infinito'...

Karol Guedes.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Trocadilhando teagem


Tanto tempo
tintando tela,
travando teorias,
tabelando tédio
toma-se tombos,
tornam-se tufões,
teatrando trêmula tulipa
titubeava trocar teia:
trabalhando, testando, tinindo...
tudo tinha toque tênue
teu tanto tempo tropeçou
travou...
transpareceu...
tocou...
tornou turbilhão-tulipas.

Karol Guedes


sábado, 2 de abril de 2011

Rabiscos opacos


O desejo do não-achado
que cortara o fio
em padrão rabiscado
pintou tinta o opaco
ultrapassou o papel
arrancou o pesado
o que restou foi a mancha
da tinta
da arte
do padrão
do fio
do corte
rabiscado

Karol Guedes.

segunda-feira, 14 de março de 2011

E quanto às intermináveis dúvidas in(conscientemente) reveladoras de nós mesmos em in(sensatez)?



E quanto à falta de amor?
E quanto ao medo?
E quando o medo do medo torna-se maior do que o último?
E quanto às intermináveis dúvidas in(conscientemente) reveladoras de nós mesmos em in(sensatez)?
Diga-me: Quão longa é a noite?
Quão longa é a sua noite?
E quanto ao tempo?
E quando o tempo é dominado(r)?

"Quanto mais se procurava aproximar-se do problema, maior se tornava a noite..." - A filosofia na época trágica dos gregos.

Há dias desejava pôr em sistema prático o que controlara as interrogativas acima...
Poupei.
Mais uma vez, o tempo era o dominador, porém, controlado (paradoxalmente).

Quando acreditamos em algo com toda nossa força, queremos ir até o fim. (Primeiro exemplo em mente: o amor!)

Voltando acima... E quando há falta de amor?

É seguro e revoltante quando percebemos essa falta no próximo.
Mas, pense: E quando há falta de amor da nossa parte?
A primeira menção de pensamento é acerca do enfraquecimento daquilo em que acreditamos.
Entretanto, a segunda menção (melhor refletida) é acerca do seu fortalecimento!
Constatamos que, de fato, o amor é tão palpável que podemos percebê-lo empírica e detalhadamente. Fortalece pelo fato de ser real, não utópico. Verdadeiro, não artificial. Empírico, não suposto.

O medo do medo traz à tona a capacidade de almejarmos o bom procedimento daquilo em que acreditamos. O tempo é o sujeito sem culpas, sem pressa, vai na valsa... Nele há momentos para tudo (inclusive nada).
O tempo é sem dono, mas possivelmente controlado, quando atribuimos a algo o valor primordial cujo tempo é sutilmente desenhado e desvendado.
Cuidado! Não deixe o tempo te controlar! Controle na mesma medida: vai na valsa...

As intermináveis dúvidas in(conscientemente) reveladoras de nós mesmos em in(sensatez) são as principais chances de te guiarem para a razão que a irracionalidade desconhece, pois, como já dizia o sábio Salomão "Tudo é vaidade!"
Sabe-se o certo, mas tudo é vaidade!
Deseja-se o certo, mas tudo é vaidade!
A luta constante que o sábio Paulo (na carta aos Romanos) já descrevia!

Você decide.

Karol Guedes

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

a-mi-za-de


O valor da companhia: o valor da amizade...
é querer permanecer um bom tempo junto sem querer fazer nada
é sentir um impulso para fazer uma ligação e passar 50 minutos conversando sobre tudo, mais um pouco, e nada
É amizade.
é prestar um enorme favor à medida que se nega a fazer algo para si
perde-se ali, ganha-se aqui.
é preocupação, é cuidado, é discussão, é conselho, é riso... muito riso... é choro...
é muito
é bastante
é pouco tempo, ou muito
É amizade.
é confiança, é bem-estar, é compartilhar...
é dividir um pequeníssimo guarda-chuva debaixo de uma chuva forte...
é molhar-se por completo na chuva: perde-se a calça, mas não se perde o riso!
é revoltar-se pelo querer bem...
É...
amizade.

"I'll be there for you... tan nan nan nan nana..."

Karol Guedes.